Atualizado em 28/02/2026.
Em resumo:
As recomendações de tempo de tela por idade variam conforme o desenvolvimento e idade da criança;
O uso excessivo de telas pode impactar sono, comportamento, saúde física e aprendizado;
A participação ativa dos pais é decisiva para um uso mais saudável das telas.
O uso de dispositivos eletrônicos — como smartphones, tablets, computadores e smart TVs — já faz parte da rotina de muitas famílias. Mas, apesar dos benefícios da tecnologia, o excesso de tempo de tela pode trazer impactos importantes para a saúde física, emocional e desenvolvimento de crianças e adolescentes.
Por isso, entender quais são os limites recomendados em cada faixa etária é essencial para trazer um uso mais equilibrado e consciente.
Continue a leitura para conferir as orientações de especialistas sobre tempo de tela por idade e os principais cuidados que pais e responsáveis devem ter no dia a dia.
Neste artigo você vai ver:
Qual o tempo ideal de tela para cada idade?
Quais os impactos do Tempo de Tela por idade?
Quais estratégias usar para gerenciar o tempo de tela?
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Qual o tempo ideal de tela para cada idade?
As recomendações de tempo de tela variam de acordo com a idade, refletindo as diferentes necessidades e vulnerabilidades em cada fase do desenvolvimento.
Diversas organizações de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Academia Americana de Pediatria (AAP), oferecem diretrizes claras para orientar famílias e educadores.
O que diz a OMS sobre o uso de telas?
A Organização Mundial da Saúde recomenda que o contato com telas seja bastante limitado nos primeiros anos de vida.
Para crianças menores de 2 anos, a orientação é evitar a exposição sempre que possível, priorizando interações reais, brincadeiras ativas e sono de qualidade — fatores essenciais para o desenvolvimento saudável.
A partir dos 2 anos, o uso pode ser introduzido com moderação, sempre com supervisão de um adulto e preferência por conteúdos educativos e apropriados para a idade.
Confira algumas recomendações por faixa etária:
Bebês (0–2 anos)
Para bebês com menos de 18 meses, a OMS e a AAP recomendam evitar qualquer tipo de contato com telas, exceto para videochamadas com familiares.
Entre 18 e 24 meses, caso a família opte por introduzir telas, o conteúdo deve ser de alta qualidade, por tempo limitado e sempre acompanhado por um adulto.
Crianças (2–5 anos)
A recomendação é limitar o tempo de tela a até 1 hora por dia de programação de qualidade. O ideal é que pais ou cuidadores assistam junto com a criança para ajudar na compreensão do conteúdo.
Crianças (6–12 anos)
Nessa idade, as diretrizes ficam mais flexíveis, mas ainda reforçam a importância do equilíbrio. A AAP orienta que os responsáveis estabeleçam limites consistentes, garantindo que o uso de telas não prejudique o sono, a atividade física e outras atividades essenciais.
Sugere-se até 2 horas diárias de lazer em telas (sem contar atividades escolares).
Adolescentes (13–18 anos)
Para essa faixa etária, o foco é o uso consciente. Não há um limite rígido, mas a AAP recomenda que o tempo de tela não interfira no sono, na rotina escolar, na atividade física e na convivência social.
Quais os impactos do Tempo de Tela por idade?
Antes de definir limites, é importante entender por que o tempo de tela por idade merece atenção. Quando usado de forma equilibrada, a tecnologia pode apoiar a aprendizagem e o entretenimento.
Porém, o excesso — especialmente sem supervisão — pode trazer impactos físicos e psicológicos que variam conforme a fase de desenvolvimento da criança ou do adolescente.
A seguir, veja os principais efeitos associados ao uso prolongado de telas e por que o acompanhamento da família faz tanta diferença.
1 - Impactos Físicos
1. Saúde ocular: O uso prolongado de telas pode causar fadiga ocular, olho seco e síndrome da visão computacional. Estudos mostram que a exposição prolongada à luz azul emitida por telas pode afetar negativamente a visão e a qualidade do sono.
2. Sedentarismo e obesidade: O tempo excessivo de tela está associado a níveis mais baixos de atividade física, o que pode contribuir para o ganho de peso e a obesidade infantil. A inatividade física também está ligada a outros problemas de saúde, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
Saiba mais: +Entenda os impactos do sedentarismo infantil no Brasil
2 - Impactos Psicológicos
1. Sono: A exposição prolongada a telas, especialmente antes de dormir, pode interferir nos padrões de sono. A luz azul das telas pode suprimir a produção de melatonina, um hormônio que regula o sono, levando a dificuldades para adormecer e menor qualidade do sono.
2. Saúde mental: Outros estudos indicam uma correlação entre o tempo excessivo de tela e problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e baixa autoestima. As redes sociais, em particular, podem aumentar sentimentos de inadequação e isolamento social.
3. Desenvolvimento cognitivo: Para crianças pequenas, o tempo excessivo de tela pode interferir no desenvolvimento cognitivo. A interação face a face é crucial para o desenvolvimento da linguagem e habilidades sociais, e o tempo excessivo de tela pode substituir essas interações essenciais.

3 - Impactos Sociais
1. Isolamento social: O uso excessivo de dispositivos pode reduzir a interação social face a face, essencial para o desenvolvimento de habilidades sociais das crianças e adolescentes. Adolescentes, em particular, podem se tornar mais isolados socialmente, preferindo interações virtuais às presenciais.
2. Desempenho escolar: O tempo de tela excessivo pode afetar negativamente o desempenho escolar. A distração causada por dispositivos durante os horários de estudo e a falta de sono podem levar a uma diminuição na concentração e nas habilidades acadêmicas.
Quais estratégias usar para gerenciar o tempo de tela?
Além das dificuldades em definir limites, um dos maiores desafios das famílias e das escolas é gerenciar o tempo de tela por idade de forma consciente e equilibrada.
Na prática, isso envolve combinar regras claras, exemplo dos adultos e oportunidades de atividades offline que favoreçam o desenvolvimento saudável.
A seguir, confira estratégias eficazes que podem ser aplicadas no dia a dia:
Para famílias
1. Modelar um comportamento saudável: Pais que limitam seu próprio uso de tela e demonstram hábitos saudáveis podem influenciar positivamente seus filhos.
2. Estabelecer horários livres de telas: Designar horários específicos, como durante as refeições e antes de dormir, como momentos livres de telas pode ajudar a estabelecer limites claros.
3. Incentivar atividades alternativas: Encorajar a prática de esportes, leitura, brincadeiras ao ar livre e outras atividades que não envolvam telas pode promover um estilo de vida equilibrado.
Para as escolas
1. Educação digital: Incluir a educação sobre o uso saudável de tecnologia no currículo pode ajudar os estudantes a desenvolverem hábitos conscientes e críticos em relação ao uso de telas.
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2. Políticas de uso de dispositivos: Estabelecer políticas claras sobre o uso de dispositivos em sala de aula e durante o horário escolar pode ajudar a minimizar distrações e promover um ambiente de aprendizado mais focado.
3. Atividades extracurriculares: Oferecer uma variedade de atividades extracurriculares que incentivem a atividade física e a interação social pode ajudar a equilibrar o tempo de tela dos estudantes.
O uso de telas é uma parte inevitável da vida moderna, mas é crucial que pais e educadores ajudem as crianças e adolescentes a encontrar um equilíbrio saudável. Seguindo as recomendações de tempo de tela por idade e implementando estratégias para gerenciar o uso de dispositivos, é possível minimizar os impactos negativos e promover um desenvolvimento físico, mental e social saudável.
A chave está em manter o diálogo aberto sobre o uso da tecnologia e criar um ambiente que valorize o equilíbrio e a moderação.
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E então? Esse conteúdo fez sentido para você? Compartilhe com outros pais e educadores que queiram saber mais detalhes sobre o tempo de tela adequado para cada idade. Acompanhe também outros artigos do nosso blog.
Como escolher uma escola que equilibra tecnologia e aprendizagem?
Na hora de avaliar o tempo de tela por idade, a escolha da escola também faz diferença. Instituições que utilizam a tecnologia com intencionalidade pedagógica tendem a priorizar um uso mais saudável e produtivo dos dispositivos digitais.
Uma boa escola:
define regras claras para o uso de telas;
equilibra atividades digitais e offline;
incentiva movimento, interação social e leitura;
trabalha a educação digital de forma consciente.
Para muitas famílias, porém, encontrar uma escola com essa proposta pode esbarrar no orçamento.
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